Sujeito a chuvas e trovoadas.
Vamos saber mais sobre os fenômenos climáticos, entender por que afetam nossas pescarias e de que forma podemos prever alterações bruscas e, por vezes, repentinas no clima, nos precavendo quanto à acidentes e a pescarias infrutíferas.

O nascimento de uma frente fria (denominada apenas "frontogênese") acontece sempre nas latitudes elevadas. Sua causa é a elevação da pressão atmosférica polar. Ficando esta pressão mais elevada que as circunvizinhas, a parcela de ar gelado tende a deslocar em direção às pressões mais baixas. Cabe lembrar que, por diferença de densidade, o ar quente não se mistura com o ar frio, assim sendo, esta "bolsa" de ar frio irá se deslocar em direção ao Equador, empurrando o ar quente que encontrar em seu caminho. A massa de ar frio, limitada pela superfície frontal fria - chamada apenas de frente fria - sofre um desvio para leste (hemisfério sul) ou oeste (hemisfério norte) devido a rotação da Terra ter velocidade diferente da rotação da massa de ar que nos envolve, assim sendo, as frentes frias não conseguem alcançar latitudes muito baixas, pois, ao se deslocarem em direção ao mar, tendem a se dissipar. O atrito sofrido pela massa de ar com a superfície mais aquecida da terra, faz com que este ar gelado vá, aos poucos, se aquecendo, até que chegue ao ponto de equilíbrio e então se misture. Enquanto as frentes se deslocam por sobre os continentes, sua velocidade é baixa devido ao atrito, ao passo que, ao atingirem superfícies líquidas, principalmente o oceano, aumenta a velocidade e se inclina bem mais na base do que no topo, o que facilita seu quebramento e sua dissipação. Um detalhe importante nas frentes frias reside no fato de possuírem uma região capaz de se aquecer muito rapidamente; é o que chamamos de ar pré-frontal, ou seja, aquele que está sendo imprenssado entre a massa fria invasora e o ar quente que está sendo invadido. É este ar que faz com que sintamos um aumento violento de temperatura antes dos temporais frontais (chuvas de verão). Sempre dizemos que vai chover quando a temperatura começa a subir de repente; instintivamente estamos comentando o principal indício de aproximação de uma frente fria. O segundo indício de entrada de frente fria é o aumento significativo na velocidade do vento após sua mudança de direção ( no hemisfério sul, o vento "vira"de nordeste para sudoeste). Logo após estes indícios, começamo a ouvir as trovoadas, e depois... tome água! No seu caminhar, este mecanismo pode deparar com uma pressão igual à que está empurrando, assim sendo, ele para sem que o ar se misture (permanece ainda a diferença de densidade). Neste momento, a frente se torna em "frente estacionária" que, dependendo de nossa localização poderá ser fria ou quente. Se a frente para pouco antes de chegar no local onde estamos, ficamos no ar pré-frontal e então o calor será maior, mas, se ela tiver passado, ficamos no ar frio dela. Quando se diz que o tempo está "sujeito a chuvas e trovoadas" é porque sabemos do deslocamento de uma frente que poderá atingir o local onde estamos. Muitas vezes a meteorologia falha porque a natureza nos prega uma peça e faz com que surjam núcleos de alta pressão que fazem com que a frente mude de direção. Temo també as frentes quentes. Estas nada mais são do que o retorno de uma frente fria em virtude de ter acontecido uma inversão de pressões. Assim, nós que estávamos sob ação de ar frio, passamos a ficar na região pré-frontal, o que nos faz sentir muito mais calor já que estávamos com o corpo acostumado ao frio. A umidade do ar pré-frontal é sempre muito alta e, como já sabemos que todo ar quente é úmido e todo ar frio é seco, propicia a volta de uma chuva. Aqueles que têm um barômetro em casa, se o observarem durante a aproximação de uma frente, vão ver que as variações são rápidas. Um detalhe interessante que acontece principalmente nos campos e nas montanhas é que começamos a sentir um "cheiro de terra molhada" quando a frente se aproxima. As quantidades de ozônio se elevam muito, a ponto dos que tem maior sensibilidade olfativa sentirem a diferença do "cheiro do ar". Quantas vezes dizemos: "que cheirinho de chuva!". Este é o sentimento instintivo que temos quando o ar se carrega de ozônio. Parece improvável mas é certo que os peixes alteram substancialmente seu comportamento quando da aproximação de frentes em sua área. Os primeiros a alterarem são os peixes de superfície que imediatamente procuram a meia água para se defenderem das turbulências que serão causadas quando da sua chegada. Também se afastam um pouco do litoral ou entocam como defesa. Devemos nos lembrar que os peixes dependem sempre de três fatores: sombra, abrigo e alimento. Desta forma procuram abrigo durante a tormenta, mas, logo que ela passa, saem em busca de alimento que veio para a água trazido pela chuva e pelo vento, principalmente os de meia água e os de fundo. Os peixes nômades não seguem muito esta regra, mas também sabem quando vem a frente. |